Aquela vontade incontestável de se jogar de cabeça em altos planos desvairados, mergulhar-se em ideias loucas de uma mente insana, afundar-se profundamente nas lagoas de um coração desesperado, privar-se da loucura que apresenta a verdadeira realidade, deixar-se mover pelo balanço curvilíneo provindo das ações do vento, acariciar-se de galanteios provindo da imaculada imaginação fértil de uma doce criança, fixar-se em escolher entre a cruz e a espada de uma vida e deixar-se levar pela louca e robusta obra prima que Deus criou: A vida!
"Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!"
Mario Quintana - A Cor do Invisível
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