Aqueles teus olhos tão pequenos me olhavam com ar de alegria, lembraram-me as de uma criança de tão meigos com que me parecia, seus belos encantos do seu sorriso, fascinava o tom em que se dirigia a mim, seu perfume que exalava-se pela imensidão das árvores, seus mexer dos cabelos negros, a cada momento parecia uma maresia, pela qual me levava e eu não sabia como sair dela - meu sentimento de indiferença ia sendo substituído por outro maior - as vezes nem eu me reconhecia pelo modo em que me comportava ao seu lado, não sei, mas sei que só eu sei. Tive que enfrentar muralhas para está naquele momento, tive de enfrentar a mim mesma, meus medos, meus conceitos, minhas insolências... Não sei como cheguei a esse ponto, mas não me arrependo de nada, absolutamente nada. Sentada ao seu lado eu observava o céu, passava mil e uma coisas na minha mente, mas todas elas me levavam a um único ponto, era de poder me encontrar em você - eu tinha medo, medo do que poderia encontrar - mas seu toque foi aliviando minha pequena ansiedade, e o que antes era pura insegurança, foi se transformando em minha energia. Naquela noite tão pequena, guardaria uma das minha maiores lembranças, uma lembrança de estar perto da pessoa de quem tanto queria.
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