Um dia desses assisti a um noticiário que reportava uma situação de traições e do comportamento humano. No começo eu realmente não me interessei muito pela reportagem, aliás, nem sequer dei a atenção devida.
Quando estava voltando pra casa, sei lá o que me deu, mas surgiram aqueles relapsos de memória sobre as coisas. Pois então, veio-me à tona o noticiário que eu havia assistido e que por motivos próprios nem sequer achei aquilo de fato tão importante.
No decorrer do caminho, fiquei olhando para as pessoas em minha volta, muitas delas pareciam-me estar com pressa ou coisa parecida, outras sequer pareciam preocupar-se de algo. Cada uma com tipos e feições diferentes, algumas até (em meu ver) meio bizarras, ficava analisando cada ser humano que cruzava meu caminho e fiquei-me perguntando: Quem são os infratores da sociedade? Lógico, assim como já vi muitas pessoas afirmarem, dizem ser aqueles “sujeitos mal-encarados”, porém sempre duvidei desta tese, isto é, considero até muito patético alguém montar estereótipos a certos grupos sociais somente pela sua aparência ou a forma que esta se veste, que aliás (para mim) não deixa de ser um preconceito ridículo ao nosso semelhante.
Mas voltando à lógica cabal estipulada pelos nossos “irmãos”, uma coisa tenho de concordar, mas é quando eles apontam uma característica basilar de certas atitudes. Deixe-me ser mais clara, quando ocorre algum delito, a pessoa em que o cometeu geralmente já possui passagens na polícia por anteriormente ter cometido o mesmo crime. Deste fato, concordo no fato das pessoas estarem circunscrita em círculos viciosos que envolvam suas atitudes pela sociedade, isto é, é sempre comum visualizar pessoas cometendo os mesmos tipos de erros (ex. pessoas que cometeram delito poderão praticá-lo posteriormente; pessoas que furtaram uma vez poderão a vir furtar novamente e etc.).
Neste prisma, fazendo analogia aos delitos, o mesmo pode-se dizer com pessoas em relação aos relacionamentos amorosos. O que vim observando, mas no geral as pessoas (principalmente as que conhecemos bem) costumam ser previsíveis pelas atitudes que tomam. Por isso geralmente escutamos a seguinte frase “É típico de fulano” ou “Já é normal pro cicrano”. Essas frases geralmente oriundas do nosso dia-a-dia provam-nos o quanto as pessoas também podem torna-se delituosas em suas atitudes, e que, no caso de traição é bem mais visualizado. Quando sabemos que alguém traiu uma pessoa e posteriormente envolvemo-nos com este alguém, estamos basicamente usando uma placa “traia-me”.
Em tudo que disse, não quero jamais fazer conclusões precipitadas, ou dizer que as pessoas não mudam. Não. Mas o certo a se dizer, que sempre em que um fato ocorre, há de se concluir certas possibilidades de novos “delitos” amorosos acontecerem pela já incidência do sujeito nesses casos. Sei que não escolhemos por quem nos apaixonar, entretanto, “melhor prevenir do que remediar” e escolher um bom parceiro(a) para conviver as vezes é melhor do que viver uma vida toda de arrependimentos.
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